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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Saudade e Vazio

Ontem, eu amanheci com a seguinte música na cabeça:


"A insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor
O seu amor
Um amor tão delicado
Ah, porque você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração que nunca amou
Não merece ser amado

Vai meu coração ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração pede perdão
Perdão apaixonado
Vai porque quem não
Pede perdão
Não é nunca perdoado"


Aí, conversando com um amigo, nós perguntamos: porque somos sempre inesqueciveis para as pessoas erradas? Mas como de fato podemos saber disso, não é?

Acabei me lembrando de tempos antigos, amores antigos e aí veio a saudade. Poque tipo assim, a gente só tem certeza do que ocorre com a gente. E quando nos afastamentos das pessoas, sejam amores ou amigos,  quando perdemos o contato, deixamos de saber a mínima parcela que poderíamos adivinhar do que aquelas pessoas sentiam. E aí, vem a lembrança com suas histórias e sorrisos e pensamos: "como será que eles estão?" 

Mas o destino é algo tão cruel, que faz o tempo passar e perder essas pessoas de vista e ficar apenas as lembranças do que um dia foi vivido e deixa a esperança sobrevoando a razão e dizendo talvez um dia vocês se encontrem e ai como diria o Humberto:

"Um dia desse
Num desses
Encontros casuais
Talvez a gente
Se encontre
Talvez a gente
Encontre explicação...

Num desses
Encontros casuais
Talvez eu diga:
-Minha amiga
Pra ser sincero
Prazer em vê-la!
Até mais!..."


O que ocorre é que depois da saudade, fica o vazio. Vazio de presença onde lembranças são efemeras e o presente fica sem nada para se pensar. Acho que são as férias. Me disseram que as pessoas normais vivem assim. Sem ter o céu caindo sobre suas cabeças o tempo todo, elas podem parar e apreciar o seu entorno. Pra mim, sinceramente, ainda é estranho parar e passar o dia observando as horas escoando, sem ter o que fazer, sem ter o que pensar, esperando a colação de grau, pra poder tirar o CRP e começar a trabalhar e voltar finalmente a ter no que pensar.
 
Talvez, eu seja louca!
 
Sem dramas, sem o céu caindo na cabeça, sem preocupações, sem raivas, sem amarras. Apenas, o doce sabor da solidão e da calma. Acho que isso seria mais fácil se eu tivesse o mar ou um lago para contemplar enquanto não faço nada. Ou, talvez, eu precise de um hobbie... Será que vão me achar louca se eu começar a pintar figuras abstratas sem saber nada de pintura?
 
Já pararam pra pensar como é estranho não ter nada para pensar? Como é viver sem preocupações? Depois de anos e anos de problemas e céus desabando o tempo todinho? Eu ainda fico besta com essa calmaria... É que depois do caos vem a ordem estabelecida pelo vazio de recriar o mundo da forma que a gente quer.
 
E então, ressoa a pergunta, quem você quer ser? E aí Já pensou sobre isso?
 
Bjocas estaladas.... Encontrem o equilibrio do vazio... E  se tiverem idéia compartilhem conosco...
Um dia desses

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ai ai ai!!!!!

Eu queria saber chorar... para colocar para fora toda angústia que sinto pelas lágrimas... Mas, eu não consigo, depois de anos de prática em ficar quieta na minha, eu realmente engulo muito bem o choro, até mesmo quando estou sozinha.

Hoje, por mais que o dia tenha sido agito e eu esteja cansada, o dia foi um desses dias, instáveis, delicados... Onde está mesmo o equilíbrio??

Ontem, falei sobre guitarra, que eu queria aprender a tocar guitarra (aceito as aulas, Dom Quixote, ano que vem tô no Recife kkk) e isso era desde pequena, desde os meus 12 anos. Eu queria fazer aqueles solados que eu ouvia o Raulzito fazendo... Porra, eu adorava o Raul, era outro cara que me fazia ressignificar e tocar em frente...  Pedi a meu pai uma guitarra, em algum aniversário ou natal desses daí, e aí, é que entra o problema de ser criança... a criança muitas vezes precisa seguir os desejos dos pais, eles depositam nelas todos os sonhos e esperanças que eles não conseguiram alcançar... Meu pai, me disse assim, aprenda a tocar violão primeiro e aí eu te dou a guitarra (ele que queria tocar violão)... Ainda tenho o violão, faz muito tempo que não toco... Na verdade na verdade, não vou enganar vocês, só aprendi dois dedilhados, um que não sei o nome e metade do tema do filme clássico Romeu e Julieta (lá vem os romances, kkkk). Mas faz tanto tempo que não toco que desaprendi, eu acho... Bem... aí... Não aprendi a tocar, né? E olha que eu tentei aprender, sozinha, tudo bem, mas tentei... Mas o violão não faz o som que eu quero... Ele apenas não toca minha alma, como o solado da guitarra fazia/faz... Resultado, "guardei meu violão, não toco mais" (Guardei minha viola - Paulinho da Viola)...

Mas é isso, acho que é por isso que quando a gente cresce e dá de cara com esse mundão loucou, a gente fica meio pertubado e perdido... Tipo, nos colocaram sonhos... Como diria o Cazuza... "Nos couberam ternos, gravatas e molduras, cultura e inferno"... Depositaram tanta coisa em cima de nós, que porra, o caminho se bifurca e ficamos sem saber de quem é isso mesmo: "meu ou dos meus pais?"

E aí, começa o inferno... Meu deus do céu... Gente!!!! Descobrir quem realmente somos, é complicado. É complicado inclusive ter personalidade nesse mundo que vivemos, se você tiver uma opnião contrária... e como dizem as más linguas for cabeça dura, porque precisa de um bom argumento para que você mude de idéia... corra, viu? Porque não é aceitável... O diferente é impedido de aparecer... Quando é justamente nele que a roda da vida vira...

"Muito prazer! Meu nome é otário"... Besta demais... Boazinha demais... Por amor as causas perdidas... Sempre... Será que viver nesse mundo é uma causa perdida? Manter a sanidade? Nadar contra a maré? Cara... isso cansa... e eu adorei essa frase: "aos amores impossíveis, tempo!"

As causas impossíveis! Tempo!! Ai meu deus, essa história de tempo ser relativo... É um caos... Minha terapeuta me diz toda santa sessão agora: "O TEMPO É SEU AMIGO, TRANSFORME ISSO EM LEMA"... Cinco meses... Cinco meses... E isso me lembra um livro que eu li, acho que foi a "Insustentável Leveza do Ser", ou será que foi "Alice no país das maravilhas"?  Hhummm... Eu nunca lembro... Bem, sei que dizia assim, que quanto mais a gente corre atrás do tempo, mas ele corre atrás da gente... Então, deixemos o tempo em paz, para que ele não persiga a gente...

Meu deus do céu... Isso não é um post... é um desabafo... porque eu não faço mais a minima idéia do que eu comecei a escrever... Tanta coisa na cabeça... tantas idéias... tanta coisa que nem sabe como se expressar... O silêncio... O silêncio pesa e tem mais de mil palavras...

O "ai ai ai"  é de um desses filmes japoneses infantis... acho que era um boneco dos power rangers... mas também pode ser que seja de Jaspion... Não lembro... Muita informação na cabeça, dá nisso!!!

Bueno... Deixa eu ver o que me falta falar aqui... Voltar ao começo do post e explicar a segunda frase, né? Se alguém lembrar dela:

Instabilidade...
Minha alma vocifera
Palavras que não quero ouvir
Gostaria de gritar
Mas elas só podem calar
Antes mesmo de sair
Morrem na ponta da língua
Nesse mundo, não existem...

Instabilidade...
Pensamento voa...
Vai pra onde não se deve
Trazendo lembranças
Que não deviam voltar

Romances...
Paixão eterna?
Piada de caserna?
Onde está o tempo?
E a vontade
de compartilhar
E amar...
Sem causas
Sem pedidos

Amar de apoiar
Amar de amar
Amar de brincar
Amar de odiar
E depois amar de novo

Porque é assim que se faz...

Instabilidade que traz a vertigem
Vertigem que traz o novo
E me mostra,
Quando para de girar
Aquilo que realmente sou...
Ou que não sou!
Rosario Câmara - 12/08/10

Beijos estalados sabor céu estrelado para todos vocês...

Ps.: Dom Quixote, gente cult de cinema com sapato verde??? Verde de duende??? Ou medo de se perder?? kkkk Brincadeira....

Saudades do calor do meu Recife...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

E os dias passam...

O bom de ser músico ou ator teatral, acho que é a parte de você poder viajar, sair em turnê, tocar, sentir a emoção, mas ver a cada dia algo diferente... Tudo fora de lugar é o que diz a música... Tudo fora do lugar diz meu coração...

Os dias passam, mas é tudo sempre tão igual... deprimente... E Dom Quixote, por favor, sem romances... Com músicas legais ou não... O choro da guitarra é o que se precisar ouvir pra poder viajar no ar e esquecer tudo aqui que me faz sofrer...

Sorrir  e Sofrer... Cadê mesmo o ponto de equilibrio? Nosso mundo capitalista transformou nossos sorrisos em consumismo e o sofrer em grande espetáculo geral da nação, ou do planeta, como queira... As pessoas se importam cada vez menos em fazer algo porque gostam, fazem pelo status, pelo nome que aparecerá nas manchetes de jornais... prefiro ficar na calada da noite, nas sombrras e fazer o que gosto, sentir a alegria das pessoas apenas porque alguém fez algo por elas e não pediu nada em troca... ingenuidade, alguns diriam... ganhos secundários, diriam outros... Mas e daí? O que importa mesmo é o q eu sinto, não é?

"Luzes da cidade
Meus olhos não aguentam mais
Luzes artificiais
E cadê a noite preta?
Eu saio da cidade
Procuro só a escuridão
A purificação na calada da noite
Da noite preta
[...]
Fecho os meus olhos
A caverna e o coração
Perdidos entre um sim e um não
Na calada da noite preta
Deus, Deus, Deus
Aonde eu vim parar
À noite preta vou me entregar"


Acabo voltando ao início da estrada... depois de um mês de férias... E isso que me vem a mente... Não aguento mais... Deus!!! Como é que vou aguentar mais cinco meses?

Cansei do pause, quero vida! Mas aqui eu só vejo coisas artificiais e continuo lutando por causas perdidas... Ao impossível, um brinde! Pois, ele não é infalível! Pois, tudo muda... Uma hora, tudo fica fora do lugar...

Onde está o meu lugar?

Que caminhada mais chata essa nossa!!!!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

"Eu me sinto uma estrangeiro"



Depois de passar vários dias na mazela com a sensação de indiferença, com vontade de largar tudo e deixar que o destino faça algo comigo...volto a ter uma lasquinha de perseverança, de esperança...mais ainda é difícil porque continuo sem "saber para onde vamos"...ai que dúvida que saco, que merda...e agora? o que faço? Estou terminando o meu curso de Zootecnia mais não sei o que quero fazer..e agora não tenho mais a desculpa de que estou estudando, por isso meus pais vivem reclamando, eu estou "entre o fim do mundo e o fim do mês"...e agora? "eu me sinto um estrangeiro, passageiro de algum trem...que não passa por aqui"...eu me sinto um estorvo, um ser que rasteja na sua própria insignificância...que vida é essa? eu continuo vivendo na sombra de outros...e tendo "sempre os mesmos planos" que nunca dão certo, e agora eu lembro de quando era criança...sabia exatamente o que queria ser e tinha tudo planejado, contava para a minha mãe como ia ser...mas agora eu digo pra ela.."Mais ei mãe,alguma coisa ficou pra trás, antigamente eu sabia exatamente o que eu queria fazer"...agora estou nesse mundo tão complicado e sem sentido..."mais ei mãe por mais que a gente cresça, há sempre coisas que a gente não pode entender"...e agora eu só quero me deitar e esperar o outro dia chegar, apesar de saber que os dias passam como um suspiro.
Antes de fazer este post, estava pensando na minha vida e lembrei de duas músicas de Engenheiros do Hawaii e ai resolvi completar o post com algumas frases que tinham tudo a ver com o que estava sentindo...como Rusinha falou, existem trilhas sonoras para a nossa vida e essas ai se encaixam no meu momento e lógicoooo sou fã de engenheiros e não vejo a hora de estar cantando...berrando as músicas da minha vida no show de Pouca vogal que vai ter aqui no Recife.
Os trechos em azul são da música A revolta dos Dândis(Revolta dos Dândis-1987)


  e em vermelho Terra de Gigantes(Revolta dos Dândis-1987).


Beijinhos para todos, Dani.

sábado, 31 de julho de 2010

Depois da curva II

Ontem conversando com Dani e trocando  idéias sobre o Caos que anda nas nossas vidas... Bem... Chegamos a conclusão nenhuma... Dani está um caco e não aguenta mais... E eu tenho que voltar ao regime de solidão e tals... ´

Ai, o engraçado é que hoje conversando com um tio meu, que teve que ir pra longe pra poder viver... As coisas por aqui sufocavam muito ele... Perguntei, tio quando as coisas começam a ficar mais faceis? Sabem, o que ele respondeu? Não ficam... Nós é que temos que aprender a equilibrar a balança e seguir em paz.

Mas é tão complicado! É complicado essa fase de transição de adolescentes para adultos... Ainda estamos terminando nossos estudos, somos cobrados pelo estudos e por fazer algo, algum trabalho, ganhar dinheiro e manter as notas altas. Somos cobrados por atitudes sensatas... Não podemos gritar, não podemos chorar, não podemos mostrar que estamos tristes...

Quando foi mesmo que nos tornamos essas maquinas que apenas sentem alegria? Sorriso insano nos lábios que nos mostram o quanto ainda precisamos aprender sobre a vida...

E os sonhos... Depois de tantas decepções, como ainda podemos sonhar? Ter esperanças de que algum dia vamos poder respirar em paz, sem cobranças, sem medos... Vamos poder rir e chorar no momento certo. Quando é que vamos ser compreendidas?? Ou até mesmo como fazer pra que possam nos compreender?

Me pergunto, será que ainda existe alguma lógica nisso sentido? Para o que estamos sendo preparadas? Sendo levadas aos limites da exaustão emocional... Onde está a lógica? Somos muito boazinhas? Somos muito bestas? Somos dementes? Cadê a justiça nisso tudo?

Eu sei que o que nos ocorreu de mal, também nos fortaleceu. Fez a gente se tornar o que somos hoje, valorizando a vida, os animais, as plantas, o amor e a alegria e a tristeza também... Garotas bonitas, divertidas, um pouco melancólicas em alguns momentos, amorosas e preocupadas com os outros... Mas a que custo isso tudo?

Não sei, qual passo dar agora... talvez, a lição seja esperar... Descobrir que não temos o controle de nossas vidas nas nossas mãos... Ou será que temos e não sabemos??

Hoje, só temos indagações... Perdidas... Chorando... Exaustas... Mas pelo menos, não mais sozinhas...

No final, prefiro ficar com a letra da música na cabeça e acreditar que existe algo depois da curva...

Amanhã, talvez
Esse vendaval faça algum sentido
Dá pra se dizer
Qualquer coisa sobre todo mundo

Por hoje é só
Vou deixar passar a ventania
Talvez amanhã
Vento, vela e velocidade

Mar azul, céu azul sem nuvens
Logo ali depois da curva
Ali, logo ali,
Ali depois da curva

Amanhã talvez
Esse temporal saia do caminho
Dá pra escrever
O papel aceita toda qualquer coisa

Por hoje é só
Vou deixar passar a tempestade
Talvez amanhã
Água pura e toda verdade

Mar azul, céu azul sem nuvens
Logo ali depois da curva
Ali, logo ali,
Ali depois da curva

Ali, logo ali,
Ali depois da curva
Ali, logo ali
Eu vi, eu vim, venci a curva



Beijos no coração!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Seguir viagem...

"Seguir viagem, tirar os pés do chão
Viver à margem, correr na contramão"

E hoje eu começo o post assim... Seguindo viagem... Meus últimos dias no Recife, depois do meu niver, foram meio tentando tirar meu ex da cabeça. Lá é terrível, porque tudo me lembra ele... Bem, mas pra isso existe Mando e Nato, meus fieis companheiros de aventura. Enquanto Dani e Izi se estribuchavam de ciúmes e dores porque não podiam sair comigo porque ainda tinham estudos, provas e estágios. Eu e os meninos nos divertimos e elevamos o nível de nossa amizade... Segundo, Mando, amizade demais estraga... E eu tô começando a achar que ele tem razão.. Estamos praticamente tendo conversas de Cabarés... Gente, muita loucura... Muita risada... Claro!




Fiz Renato ir até a praia comigo. Na verdade, foi mais uma peregrinação... Fomos na Igreja de Nossa Senhora das Graças. Eu devia uma visita e pedi pra Renato ir comigo... De lá, fomos no Centro, Renato tinha umas coisas pra resolver por lá e depois Boa Viagem. Eu precisava molhar pelo menos os pés. Pedir proteção a Yemanja. Agradecer a Ela e a Nossa Senhora das Graças pela proteção já recebida... Ou pela ajuda recebida.

Estou com Saudades... Acho que me viciei em bagunças!!!  Porque do Recife, eu fui pra minha viagem lendária em Caruaru. Foi a primeira vez que fui pra casa do meu tio sem meus pais, descobri que ia pra lá um dia antes de viajar. Ou melhor que ficaria lá... Meu tio foi super legal e disse que me levaria e me pegaria no show... Acho que ele ficou preocupado e me achado superlouca por ir prum show com um cara que eu só vi uma vez na vida e havia falado pelo msn... Na verdade, eu acho que eles já estavam me achando louca, pois acreditavam que eu ia sozinha pra o show... E o show eu já falei dele no outro post. FOI DEMAIS!!! E não precisa dizer que não é de ouvir muito Engenheiros... Mas detalhe, metade das músicas de POUCA VOGAL é deles, uma outra metade é de Cidadão Quem, e uma pequena parte é que os dois criaram juntos pra essa banda nova. Eu adoro BREVE!!!

"Se for pra SEMPRE, Seja Firme, Seja Leve, Seja Breve...
Seja Bravo, Seja Breve!"

Bem tirando o show, conheci o novo shopping da cidade, uma livraria que o dono conheceu meu avô materno e uma lanchonete muito famosa e esquisita que tem lá. Conheci a filhinha da minha prima. Muito Lindinha.  E descobri que meu primo casou... na verdade foi uma surpresa pra todo mundo. Tenho dois tios em Caruaru, hein? Tirei muita onda de Neo e Jeff e ri demais com minhas primas. Tô c saudade desse carinho... Galera...




Ahh!!! Conheci o Parque Ecológico de lá... É LINDO!!!! Mas a gente chegou correndo porque já tava fechando e não sabiamos ai nem deu pra tirar muitas fotos. Como diria Dani: "FOI MARA!!".

Depois teve o FIG... E agora voltamos ao regime de silêncio,é por isso que tô escrevendo... Tipo, quando a gente é pequeno, nossa Fé Cega, nossa ingenuidade, fazem a gente acreditar que tudo é possível. É o que nós psicólogos chamamos de Onipotência Infantil. Somos o Héroi e a Heroína... Nunca somos os vilões... Se bem que eu gostava de ser vilã... Acho que estravasava toda minha raiva de não poder fazer mal a quem me fazia mal. A gente brincava... E brincando a gente re-significava tudo aquilo que acontecia com a gente...

Por um tempo eu escrevi... Fazia poesias e contos... Adorava contar histórias... Eu ainda sonhava e acreditava... E sabem o que percebi? Me machucaram tanto que perdi a capacidade de Desejar... Desejar no sentido de querer e acreditar que vai acontecer... De torcer pra ter aquilo que queremos... Tenho medo de desejar e quebrar a cara como tantas outras vezes... Tenho medo de pensar no futuro, sonhar, desejar e ficar frustada... É uma bola de neve, né?

Mas talvez ainda aja um remédio... Como eu percebi isso ainda na Juventude do Adultismo, eu posso tentar evitar ser aquele adulto que eu sempre detestei... Aquele adulto que perdeu a capacidade de fantasiar e acreditar... Aquele adulto chato, que pesa apenas o que é responsável... É difícil, sabe? Manter esse equilibrio, principalmente quando a gente desde cedo tem que ter ser adulto... Adulto por nós.. Pra sobreviver...

Quando eu paro e olho pra trás... Pra minha infancia, pra infancia dos meus amigos... Nós poderiamos ser melhores... Nós poderiamos ser mais fortes... Talvez, faça parte do ciclo... O que nossos pais fizeram conosco? Em todo momento eu vejo mudanças de lugares... Adultos sendo crianças e as crianças levando o peso do mundo nas costas... Brincando... Só o futuro mostra o quanto elas ficaram marcadas...

Acho que por isso resolvi trabalhar com crianças... Pra ajudar a diminuir esse fardo...

"Seguir viagem, tirar os pés do chão
Outros ares...sete mares...voar...mergulhar
O que nos dá coragem
Não é o mar nem o abismo
É a margem, o limite e sua negação"

Pra completar e combinar com o frio que tá fazendo aqui... A saudade... Saudade de alguém que foi importante pra mim e não me disse ou explicou que ia desaparecer... Gostaria de poder fazer isso... Tira-lo da minha vida... Como uma roupa velha que a gente joga fora... Não me importo, se ele está com outra ou não... O que doí é o fato de pensar que um ano e meio foram apenas frutos da imaginação...

"Nos couberam ternos, gravatas e moldura
Cultura e inferno
Quando foi quando éramos intactos
Projectos imaturos
Fomos modernos"

Pois é, quando nascemos, os sonhos de nossos pais nos perseguem... Tudo aquilo que eles sonharam e quiseram... As vezes, correspondemos a esses sonhos... Outras vezes enlouquecemos com eles... É o que nos cabe... Faz parte da herança... Tá na bagagem...

No entanto, somos Joves... E só nos resta...

"Seguir viagem, tirar os pés da terra firme
E seguir... viagem"

Beijos Salgados com sabor de lágrimas, saudades e sonhos...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Depois da Curva

"Amanhã, talvez
Esse vendaval faça algum sentido
Dá pra se dizer
Qualquer coisa sobre todo mundo
Por hoje é só
Vou deixar passar a ventania
Talvez amanhã
Vento, vela e velocidade"
(Pouca Vogal - Depois da Curva)



Estou no Recife, cheguei cedo... Desmanchei a bagagem e fui dormir pra 13hs da tarde chegar mais rapido. Passei a tarde andando com Nato no centro do Recife. Ele e Dani são os melhores companheiros de aventura no centro do Recife! Mas depois de alguns minutos de caminhada descobrimos que estavamos cansados, e meio... tipo, não estavamos nos divertindo... E a gente sempre se diverte... Logo o que acontecia... Por isso, comecei o post com a música de Pouca Vogal.. Talvez, alguma hora essa maluquice que está ocorrendo com nós faça sentido.

Tipo, temos 23/24/25 anos e estamos cansados. Irritados. Desmotivados! Faculdade? Sim, e daí? Ninguém aguenta mais... Trabalho, talvez fosse mais divertido, mas abrir caminho no mercado e estudar ainda não é nada fácil... Romances!!! É pra se benzer e rezar bem muito pra o seu namorado/paquera/rolo ou sua solteirice não lhe tomem o juízo. Quando falamos então, em família: pais, irmãos e etc... É um deus nos acuda!! Cada qual que tenha um problema pra querer se livrar de seus pais...

Já viram como se forma a poção? Se a gente joga tudo isso no caldeirão, dá vontade de juntar com um pouco de polvora e mandar tudo pro espaço...

"Fala sério, o que é que há
O que falta enxergar
Nessa noite de luar
Nesse dia devagar
Fala sério, o que é que há
O que falta enxergar"
(Pouca Vogal - O voo do Besouro)

 
É isso que me pergunto... Que lição ainda não aprendemos? Por que é que o mundo parece sempre igual? E aí, Betinho, meu grande guru, que faz tem uma cação pra cada fase da minha vida, me diz:


"Deixo o sol bater na cara
Esqueço tudo que me faz mal

Deixo o sol bater no rosto
Que aí o desgosto se vai
Deixo o sol bater na cara
Esqueço tudo que me faz mal
Deixo o sol bater no rosto
Que aí o desgosto..."


E eu lembro que eu posso ter esperança e que precisamos acreditar que logo ali depois da curva tem um

"Mar azul, céu azul sem nuvens
Logo ali depois da curva
Ali, logo ali,
Ali depois da curva"

E assim, mesmo que seja um sonho... Eu acredito que

 

"Amanhã talvez
Esse temporal saia do caminho"

E que eu posso aprender e contar minha história

"Dá pra escrever
O papel aceita toda qualquer coisa"

E eu posso pouco a pouco modificar a minha vida... Se eu acreditar... E quem sabe assim me animar e sonhar com o SHOW DE BETINHO DIA 10 EM CARUARU!!!!!!!!!! FOTOS SÓ AMANHÃ!!!!!!!!!

"Por hoje é só
Vou deixar passar a tempestade
Talvez amanhã
Água pura e toda verdade

Mar azul, céu azul sem nuvens
Logo ali depois da curva
Ali, logo ali,
Ali depois da curva


Ali, logo ali,
Ali depois da curva
Ali, logo ali
Eu vi, eu vim, venci a curva"
(Pouca Vogal - Depois da Curva)




BEIJOS ESTALADOS NA BUCHECHA!!!



 





domingo, 13 de junho de 2010

Caos, Vazios... Seguir Viagem!

onde estão as provas, onde estão os fatos ?
as boas novas eram só boatos ?
onde estão os caras que lutavam e cantavam ?
por um mundo ideal eles gritavam: não estamos sós !
onde estão os caras que diziam que a guerra ia acabar ?
onde estão os caras que diziam que a maré ia virar ?

 
Eu pensei em começar esse post de forma diferente... mas as coisas mudam... Dani, essa semana, falou sobre o vazio da tormenta. Sobre o caos que se instala em nossas vidas e que ficamos de mãos atadas, algumas vezes, sem poder fazer nada, com vontade de gritar e tudo que podemos fazer é chorar...
 
Bem... Essa semana, terça-feira, a minha psicóloga perguntou se eu tava apaixonada, porque em 4 anos de terapia ela nunca tinha me visto tão despreocupada. O meu caos deu origem a uma nova ordem que eu não conhecia, mas precisava para Viver. Lembram?? Eu falei a algumas semanas atras que eu estava estranha. Meu estranho era estar tão calma, tão despreocupada, vendo os pássaros voando. Sem estresse. Sem pensar que se eu parar eu vou morrer. E essa semana eu acabei por me sentir vazia... Não o vazio de Dani de querer explodir... Mas o vazio de não ter nada. De não sentir nada. O vazio de estar no presente, apenas no presente. Sem futuro, sem passado... Apenas... Presente...
 
 
 
Quando a gente dá de cara com esse vazio e com esse nada. Não resta muita coisa a fazer, sabe?? Ele parece querer nós fazer dobrar ao meio... Nós dividir em dois. Nós deixar com medo. Mas, muitas vezes, o que nós resta é pular. Pular para o caos. Nos entregar a tormenta. Vivenciar a dor, o ódio, a raiva... O medo...
 
Sabe, no caos é que nos encontramos com  a 4° face, o lado escuro da Lua. A nossa sombra. A outra face de nós mesmos.
 
Tenho medo...
Tive medo...
Agora, eu tento restabelecer meu equilibrio e deixar a bebeideira do meu pai,  a sua falta de senso e de incapacidade de se expressar dele não me atingirem tanto.  Eu tento, fazer com que a frieza da minha mãe também não me congele a alma. Que eu também não perca as esperanças e fique parada no tempo, como eles. Como meu ex. e como tanta gente que eu vejo se deixar dobrar...
 
EU ODEIO MEU PAI, POR NÃO TER CORAGEM E POR SER UM HIPÓCRITA!
EU ODEIO MEU EX, POR TER SIDO FRACO, POR TER DESISTIDO!
EU ODEIO MINHA MÃE, POR NÃO TER ME QUERIDO, NEM ME PROTEGIDO!
EU ME ODEIO POR AMAR DEMAIS E DEIXAR QUE ESSE AMOR OS PROTEGA DE MINHA IRA!
 
E quando eu tô assim, querendo gritar, querendo chorar, querendo sumir... como agora... eu canto e me lembro que existe esperança. Que existem sonhos... E que existe a música que me diz:
 
Entendo você
Se você quiser ir embora
Não vai ser a primeira vez
Nas últimas 24 horas
Mas eu não vim até aqui
Pra desistir agora!!!


Não vou desistir! Tenho muito ainda o que fazer... E depois da Tormenta, sempre o céu se abre, ele está magnifico! Como esse da foto aí embaixo:

Rosa... Esperança... Beleza... Paz... E calma... Vazio... Um vazio cheio de novas possibilidades!
 
O que me lembra o último post de Dani... Seguir Viagem... Falta pouco... Seis meses... E o inferno particular acaba!!!
 
 
 
Seguir viagem, tirar os pés do chão
Viver à margem, correr na contramão
[...]
Se dizem que é impossível
Eu digo: ! é necessário !
Se dizem que estou louco
(fazendo tudo ao contrário)
Eu digo que é preciso
Eu preciso... é necessário
Seguir viagem, tirar os pés da terra firme
E seguir... viagem
Seguir viagem, tirar os pés do chão
Outros ares...sete mares...voar...mergulhar
O que nos dá coragem
Não é o mar nem o abismo
É a margem, o limite e sua negação


Seguir viagem... Seja lá como for... Diferente ou igual... Mudando ou não... Com cabelos presos ou ao vento... Sozinh ou acompanhada... Não importa... Apenas... Seguir Viagem...

Beijos estalados na buchecha!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O vazio, o nada


Sabe aqueles dias em que você se sente oco, é como se tivesse nada dentro de você...só a dor na garganta que lhe incomoda, a dor de não falar nada, quando a gente acumula as coisas que tem que ser ditas nós vamos acumulnado, acumulandooo até um dia que você só sente ela...e esse dia você pode cair no poço...e chorar chorarrr...as vezes as dores podem ser no estômago, ou na cabeça...eu tenho geralmente na garganta, mais o pior é na cabeça, parece que as veias querem apertar até explodir.
As vezes eu quero ser a melhor pessoa do mundo, do meu jeito mesmo, sem ter que forçar uma situação...mas as pessoas acabam vendo de outra forma, julgam você como a "boazinha" ...a santinha, as inhas da vida, que só de pensar nisso me dá uma raiva ...grgrgrgrgrrr.
Depois de ter voltado de Palmas eu falei que é bom ter calma sempre...mais hoje é um dia sem esse sentimento, eu só queria algo pra dissipar a raiva..mais não tenho, uma cachoeira por exemplo seria legal...
 :( ...Estou cansada de me chamarem de boazinha.
Acho que devido a algumas coisas que ficam travadas e a gente precisa soltar...nós acabamos fazendo coisas sem pensar direito...acho q ando fazendo isso, comprando, comprando e comprando..sem poder...geralmente as pessoas fazem esporte, correm, pulam e talvez essa seja uma boa opção, por isso que agora voltei a nadar no Sport e vou voltar também a fazer musculação.. :)
Outra forma legal é contar para os outros o que você sente...que bom que eu q Rusinha tivemos a ideia do blog :)

Bjoquinhassss Dani